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TÓQUIO – O Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT) anunciou na terça-feira (23) os planos para incentivar a pesquisa no país.

Apesar de muitos pesquisadores japoneses estarem sendo premiados com o Nobel em áreas importantes como química e medicina, a pesquisa no país como um todo não está em boas condições.

O Ministério da Educação apontou que o número médio de teses publicadas nos últimos anos está diminuindo, jogando o Japão para posições mais abaixo na lista de países com mais trabalhos científicos publicados.

O governo quer recuperar a capacidade do país de produzir teses científicas e criou um time para pensar em estratégias de promoção à ciência. O plano envolve 3 pilares: recursos humanos, investimento e ambiente acadêmico.

Do ponto de vista humano, o Japão quer investir em projetos de pesquisadores jovens e melhorar as condições de trabalho para os recém-iniciados na carreira acadêmica. O governo citou palavras como “carreira estável” e “independência financeira”.

Vale ressaltar que no Japão poucos alunos optam por seguir no mestrado ou doutorado depois de graduados, pois o mercado de trabalho japonês valoriza mais a idade dos novos formandos que os conhecimentos trazidos por uma pós-graduação, fazendo muitos optarem pelas empresas ao invés das universidades.

Outro problema é que não há tantas vagas disponíveis de professor ou pesquisador no meio acadêmico, pois é uma carreira prestigiada e muito procurada. O fato torna arriscado investir mais de 5 anos no mestrado e doutorado por uma carreira incerta.

Atualmente muitos cursos de pós no Japão têm suas vagas preenchidas por estudantes estrangeiros, que chegam ao país por conta própria ou recebem bolsas de estudos de órgãos como o próprio MEXT, JICA, Jasso, entre outros.

Outro dos problemas é a questão financeira. Para resolver este ponto, o governo quer investir mais dinheiro nas pesquisas. O ministério sugeriu diminuir as exigências quanto as regras de uso do dinheiro fornecido pelo governo, o que dará maior autonomia as universidades para realizar pesquisa.

Outra determinação é que o montante financeiro seja destinado a pesquisas em várias áreas do conhecimento, com o objetivo de colocar o Japão no mesmo patamar de outros países desenvolvidos no campo da pesquisa.

O terceiro pilar do ambiente acadêmico, envolve os dois pontos anteriores e pretende criar uma estrutura mais amigável para aqueles que pretendem seguir na carreira acadêmica, porém o plano do governo não esclarece pontos cruciais, como as poucas vagas para docente e pesquisador nas universidades.

Fonte: NHK WEB NEWS

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