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A reconstrução da região de Tohoku, no nordeste do Japão, está quase completa em termos materiais, segundo a Agência de Reconstrução do Japão.

O terremoto de magnitude 9 atingiu a região de Tohoku no dia 11 de março de 2011, trazendo tsunamis de cerca de 10 metros de altura. A contagem de casas destruídas ficou perto de 120 mil.

Parte das residências destruídas foram reconstruídas pelos próprios moradores, uma outra parte deu lugar a novas construções, mas uma terceira parte era ocupada por pessoas sem condições financeiras de reconstruir o seu lar.

Para estas pessoas, o governo ofereceu residências populares construídas para casos de desastres como o de 2011. Elas começaram a ser construídas logo depois do terremoto e tsunami e, segundo informou a Agência de Reconstrução, no final de julho de 2019, cerca de 29 mil residências já haviam sido concluídas em Iwate, Miyagi e Fukushima. O número representa 99,5% da meta estabelecida.

Contudo, embora em termos materiais a reconstrução da província esteja bem, os danos humanos ainda persistem. A rede de televisão NHK conduziu uma pesquisa para saber a saúde mental dos moradores das residências construídas pelo governo.

O levantamento procurou saber quantas pessoas morreram “sem serem notadas”. A nomenclatura oficial japonesa para estes casos é kodokushi e se refere as pessoas que devido aos poucos contatos sociais, morrem dentro de casa e só são encontradas meses ou anos depois, sem ninguém notar a morte delas.

Nas regiões afetadas pelo desastre o número ficou em 222 desde a tragédia. Mais da metade das mortes ocorreram depois do ano passado, tempo suficiente para que os primeiros casos começassem a aparecer. O número vem aumentando nos últimos anos e colocam como problema as formas de reintegrar as vitimas de volta na sociedade.

Outro problema é a queda na população nas regiões afetadas, que é mais intensa que em outras regiões do Japão. A pesquisa feita pela NHK concluiu que com exceção das grandes cidades, como Sendai, em todas as outras partes das três províncias houve queda no número de pessoas, o que afeta a economia local e desacelera o processo de recuperação.

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