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Yoshihide Suga, um antigo apoiador de Shinzo Abe, surgiu como um forte candidato à sucessão dele como primeiro-ministro, um resultado que estenderia o estímulo fiscal e monetário que definiu os quase oito anos de Abe no cargo.

O primeiro-ministro do Japão, anunciou na sexta-feira (28) que estava deixando o cargo devido ao agravamento de uma doença crônica, preparando o terreno para uma eleição de liderança dentro do Partido Liberal Democrático (LDP).

Enquanto alguns outros aspirantes a sucessores declararam sua intenção de concorrer, Suga, de 71 anos, disse que não quer o cargo. Mas comentários foram questionados por uma pressão agressiva da mídia nos últimos dias, que o colocou diretamente aos olhos do público.

“Eles realmente vão tentar fazer com que Suga substitua Abe e continue com a política adotada por Abe”, disse Koichi Nakano, professor de ciências políticas da Universidade Sophia.

Em entrevista à Reuters esta semana, Suga enfatizou a necessidade de estimular o crescimento econômico em vez de restrições mais rígidas para conter o vírus, apontando para a necessidade de promover o turismo.

“Precisamos considerar o que podemos fazer para evitar que a economia caia de um penhasco”, disse Suga em seu gabinete parlamentar, onde uma grande fotografia dele em pé ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, estava em exibição.

Um político que se fez sozinho, Suga foi escolhido pelo primeiro-ministro em 2012 para o papel central de secretário-chefe do gabinete, atuando como porta-voz do governo, coordenando políticas.

O vencedor da votação do partido PLD, que a mídia disse que poderia ser realizada por volta de 15 de setembro, está virtualmente garantido ao cargo de premier por causa da maioria do partido no parlamento. O vencedor cumprirá o mandato restante de Abe como chefe do Partido Liberal Democrata – Jimintō, que termina em setembro de 2021.

O ex-ministro da Defesa Shigeru Ishiba, 63 anos, visa reviver as economias regionais do Japão, também deve concorrer. Um crítico de Abe de longa data, Ishiba é popular entre o público, mas menos entre os membros do parlamento.

O ex-ministro das Relações Exteriores Fumio Kishida, 63, há muito visto como o herdeiro favorito de Abe, disse na sexta-feira que concorreria à votação do partido, mas o legislador conciliador de Hiroshima tem lutado para ganhar confiança com os eleitores.

Os candidatos azarados em potencial incluem o ministro da Defesa Taro Kono, de 56 anos, que tem uma imagem de rebelde, mas seguiu os limites das principais políticas de Abe, e o ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, de 64 anos, que tem reputação de negociador duro.

O ministro do Meio Ambiente, Shinjiro Koizumi, é popular, mas aos 39 anos é visto por muitos como muito jovem.

O formato que os executivos do partido escolherem para escolher seu próximo líder terá um grande impacto no resultado. A decisão é esperada na terça-feira (1º de setembro).

Fonte: Reuters – Foto: Issei Kato

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