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NAGASAKI – Na sexta-feira (9) completam 74 anos desde o dia em que a segunda bomba atômica lançada na história da humanidade foi usada contra a cidade de Nagasaki, no sul do Japão.

No Parque Memorial da Paz de Nagasaki várias pessoas passaram pela manhã para rezar pelos mortos e suas famílias. Uma delas, uma senhora de 75 anos, vivenciou os horrores da bomba atômica. Na época, ela tinha apenas 1 ano de idade.

“Na época tinha 1 ano, então não me lembro de nada. Minha mãe morreu sem nunca falar sobre a situação daquele dia. Meu pai sofreu com sequelas da bomba e não me lembro do rosto dele. Desejo que uma guerra nunca mais ocorra e que o mundo seja de paz”, disse a senhora.

As cerimônias de lembrança ao dia 9 de agosto de 1945 não atraem apenas a atenção dos mais velhos. Os jovens também comparecem para prestar as suas homenagens, como o caso de um estudante universitário de 19 anos.

“Vim visitar o Parque Memorial da Paz, pois quero pedir por um mundo sem armas nucleares. Quero que isto se concretize o quanto antes”.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, compareceu às cerimônias oficiais, discursando por volta das 10h40. Às 11 horas e 2 minutos foi feito um minuto de silêncio em memória a todos os mortos na tragédia.

No último ano, 3.402 hibakusha, como são conhecidas as vítimas e sobreviventes da bomba atômica, faleceram e se juntaram as outras 182.601 pessoas, cujos nomes constam na lista oficial de vítimas.

Apesar das cerimônias, a luta de Nagasaki contra as armas nucleares continua. O prefeito da cidade, Tomhisa Taue, pede para que Nagasaki tenha sido a última cidade a receber um ataque de uma arma nuclear.

A situação, contudo, não é das mais fáceis. EUA e Rússia encerraram o acordo que impedia os dois países de desenvolver e ampliar seu armamento nuclear, dando novos indícios de uma corrida armamentista.

O próprio Japão não assinou o Tratado de Proibição de Armas Nucleares proposto em 2017. As autoridades de Hiroshima e Nagasaki esperam um papel mais ativo do governo japonês em relação à questão nuclear, principalmente considerando que o país foi o único a experimentar os terrores da bomba atômica.

Fonte: NHK WEB NEWS

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