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OMÃ – Dois petroleiros foram atacados e danificados no Golfo de Omã na quinta-feira (13) durante a reunião entre o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o aiatolá do Irã, Ali Kahamenei.

O premiê japonês visitava Teerã para tentar apaziguar a situação política entre EUA e Irã, mas o incidente pode ter provocado ainda mais problemas nas relações diplomáticas entre os dois países.

Os dois petroleiros, um de uma companhia norueguesa e outro de uma empresa japonesa, foram atacados e sofreram danos, enquanto passavam pelo Golfo do Omã. Há suspeitas de um ataque com torpedos, mas ainda nenhuma informações detalhada foi confirmada.

No entanto, o incidente serviu de pretexto para que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusasse o Irã de ter feito o ataque, mesmo sem apresentar provas. As declarações de Pompeo foram feitas à imprensa na quinta-feira.

As autoridades iranianas negaram qualquer envolvimento no ataque e deram mais detalhes dos supostos ataques. Um dos navios era o Front Altair da Noruega e que levava 23 pessoas. O outro era o Kokuka Courageous do Japão com 21 pessoas a bordo.

Nenhuma das duas tripulações registraram mortos ou feridos e todas as pessoas a bordo foram resgatadas com segurança. O navio japonês continua no local e não corre risco de afundar, segundo a empresa que administra a embarcação.

A Kokuka Sangyo, empresa dona da embarcação, afirmou, em coletiva de imprensa, que recebeu um relatório afirmando que o navio japonês foi atingido por dois projéteis, com três horas de diferença. Porém, as informações ainda estão sendo analisadas.

Por conta dos ataques, o preço do petróleo subiu exponencialmente na quinta-feira, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

Fonte: TV Asahi, Jiji.com, G1

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