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T√≥quio- O coronav√≠rus no Jap√£o trouxe n√£o apenas uma epidemia de infec√ß√Ķes, mas tamb√©m um ataque de bullying e discrimina√ß√£o contra os doentes, suas fam√≠lias e profissionais da sa√ļde.

Arisa Kadono, testou positivo e foi hospitalizada no início de abril, ela só foi identificada apenas como uma mulher de 20 anos. Logo, amigos a avisaram de que circulavam rumores infundados: que o bar da família dela onde trabalhava era um viveiro de vírus.

“Era como se eu fosse uma criminosa”, disse Kadono, em uma entrevista em casa no bairro de Himeji, depois de terminar de tr√™s semanas hospitalizada.

Além de febre no primeiro dia e perda de olfato, Kadono não apresentava sintomas graves, embora repetidamente testasse positivo para o vírus que causa o COVID-19. A mãe desenvolveu pneumonia e passou por tratamento intensivo em outro hospital.

Kadono,¬† decidiu falar a respeito do preconceito do COVID-19. “Eu realmente quero conscientizar as pessoas sobre esse assunto. H√° muitas outras pessoas que tamb√©m enfrentaram discrimina√ß√£o e preconceito por causa do coronav√≠rus”.

Profissionais da sa√ļde que arriscam as pr√≥prias vidas para cuidar de pacientes tamb√©m s√£o alvo, assim como pessoas que trabalham em supermercados, entregadores e¬† outros trabalhos essenciais neste momento tamb√©m est√£o enfrentando bullying.

“Imagino que as pessoas temem o v√≠rus, mas estamos trabalhando duro na linha de frente, sob enorme press√£o”, disse uma enfermeira de 30 anos, que n√£o quis se identificar, por medo. A discrimina√ß√£o contra n√≥s profissionais da sa√ļde √© desanimadora e desmoralizante ‚ÄĚ.

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