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O ex-ministro da Fazenda Takamori Yoshikawa disse na segunda-feira (21) que vai deixar o cargo de legislador depois de supostamente receber um total de 5 milhões de ienes ($ 48.000) de uma empresa de produção de ovos no oeste do Japão.

A renúncia de Yoshikawa, um integrante da Câmara dos Representantes do Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, seria um golpe para o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga, cujos índices de apoio têm despencado por causa do tratamento da pandemia do coronavírus.

O político de 70 anos, que serviu como ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca no governo de Shinzo Abe, disse em seu gabinete que foi hospitalizado e citou motivos de saúde para sua renúncia.

“Tenho encontrado dificuldades para servir como membro da Dieta e acredito que não poderei realizar atividades que cumpram o mandato do povo”, disse ele em um comunicado.

Os partidos de oposição criticaram Yoshikawa por não oferecer uma explicação adequada para sua decisão.

“Desejo sua rápida recuperação, mas sinto que é errado renunciar sem uma única explicação sobre as acusações”, disse Tetsuro Fukuyama, secretário-geral do Partido Democrático Constitucional do Japão.

Yoshikawa é suspeito de receber dinheiro em três ocasiões de um ex-representante da Akita Foods Co. na província de Hiroshima quando ele era ministro da Fazenda entre outubro de 2018 e setembro de 2019, segundo fontes próximas ao assunto.

Um ex-representante, cujo nome ainda não foi revelado, admitiu às pessoas que ofereceu dinheiro a Yoshikawa para buscar favores para a indústria de criação de ovos, disseram.

Acredita-se que os promotores de Tokyo estejam examinando o caso como suposto suborno, porque o dinheiro não foi incluído nos relatórios de fundos políticos de Yoshikawa.

O anúncio de Yoshikawa veio cerca de duas semanas depois que Koya Nishikawa, outro ex-ministro da fazenda, deixou o cargo de conselheiro especial do Gabinete após a revelação de que ele fez uma viagem de barco pela mesma empresa de produção de ovos e recebeu vários milhões de ienes da empresa.

Fonte: Kyodo

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