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GENEBRA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu dos seus países membros uma doação de US$18,1 bilhões para poder distribuir de forma igualitária uma possível vacina contra a COVID-19.

Na sexta-feira (26), a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que existem no mundo 200 pesquisas de vacinas para COVID-19 em andamento no mundo, com 15 delas iniciando a fase de testes.

A previsão é que em 12 ou 18 meses a vacina fique pronta para ser disponibilizada para as pessoas. Ela pediu a cooperação de todos os cientistas, especialistas e empresas farmacêuticas do mundo para alcançar a meta.

Além da meta de desenvolvimento, a cientista-chefe pediu aos países membros da organização, um montante de US$18,1 bilhões. O dinheiro precisa ser acumulado em até seis meses. Este montante será usado na distribuição da vacina no mundo, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento.

A OMS quer levar a vacina para até 2 bilhões de pessoas nestes países e espera uma contribuição dos países membros, para que a vacina possa ser distribuída de forma igualitária.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, já havia alertado em abril, com base na experiência da organização frente ao combate contra o novo vírus da gripe, que mesmo com o desenvolvimento de remédios e vacina, os resultados não chegam de forma igualitária para todas as pessoas.

O diretor-geral espera que o mesmo quadro não se repita com o novo coronavírus, por isso a organização está preocupada em conseguir fundos para alcançar o seu objetivo.

No entanto, a meta da OMS será difícil, uma vez que os EUA deixaram a organização, assim como, há países que tem tolerado menos os pedidos da OMS, como é o caso do Brasil. Nestes países há uma desconfiança em relação às organizações internacionais e a ciência.

A OMS espera ajuda principalmente de países da Europa e parte dos asiáticos, como Japão e China. A China tem se mostrada a maior interessada em ajudar, pois com a saída dos EUA da organização, o governo de Pequim vê uma chance de ter um papel mais influente no mundo, que anteriormente cabia aos EUA.

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