Curtir e Compartilhar:
Esta foto, tirada em dezembro de 2017, mostra o peruano durante a detenção no Departamento de Imigração de Osaka. (Foto dos advogados)


Um peruano descendente de japonês entrou com uma ação de indenização na última quinta-feira (20) contra o Estado, alegando que ele foi maltratado e teve o braço fraturado enquanto ficou detido na Imigração de Osaka em 2017.
O homem de 46 anos, entrou com o processo no Tribunal Distrital de Osaka, exigindo cerca de 2 milhões de ienes.
De acordo com o processo, o homem foi levado para uma cela do Departamento de Imigração Regional de Osaka por volta do meio dia no dia 20 de dezembro de 2017, depois de manifestar insatisfação e se tornar violento.
Quando um policial abriu a porta da cela por volta das 21h, o homem tentou sair, mas foi cercado e mantido de bruços, segundo o laudo do processo.
Ele foi algemado com os braços atrás das costas e permaneceu detido por mais de 14 horas algemado.

Segundo o processo, o homem criou um tumulto algumas vezes durante o confinamento e teve o braço torcido, entre outras ações.
Por volta da tarde do dia seguinte, ele sentiu inchaço e dor intensa no braço esquerdo. Em seguida, foi levado a um médico legista, quando soube que seu braço estava fraturado.

De acordo com o processo, a lesão levou um mês para cicatrizar e o uso da força pelos oficiais da imigração estava além do necessário.

No entanto, o Departamento de Imigração de Osaka alegou que foi um meio necessário de contenção, pois ele estava sendo violento. Segundo a Imigração, ele teria se jogado contra a parede várias vezes para sair da sala, por isso não tiveram conhecimento de como o braço do homem foi fraturado.

Curtir e Compartilhar: