Inédito no mundo: Universidade Kindai cria perca "nodoguro".
A Universidade Kindai anunciou em 5 de fevereiro que sua equipe conseguiu criar em larga escala o "nodoguro" (perca-de-garganta-preta), cultivando os peixes inteiramente em cativeiro, desde os pais incubados artificialmente até a próxima geração.
Essa conquista, inédita no mundo, pode ser uma grande vantagem para a piscicultura comercial e para a culinária japonesa.
"É um peixe valioso e saboroso. Queremos desenvolver uma variedade rentável adequada para a aquicultura", disse Keitaro Kato, diretor do Instituto de Pesquisa em Aquicultura da Universidade Kindai, durante uma coletiva de imprensa.
Conhecido por seu sabor rico e amanteigado e por sua textura que derrete na boca, o peixe é um ingrediente popular, porém raro, devido à curta temporada de pesca.
Seu cultivo requer técnicas avançadas. Os peixes da espécie Nodoguro vivem a profundidades de aproximadamente 100 metros e são extremamente sensíveis a variáveis como pressão da água, mudanças na luminosidade e vibrações. Não há casos conhecidos de sucesso em aquicultura em larga escala na Coreia do Sul ou em Taiwan.
No Japão, experimentos com o objetivo de alcançar um ciclo completo de aquicultura começaram em 2015 em um centro de pesquisa em Imizu, na província de Toyama. Apesar dos danos causados pelo terremoto de 2024 na península de Noto, como o rompimento de tanques e tubulações, que mataram um grande número de peixes juvenis, a pesquisa continuou.
A equipe finalmente conseguiu eclodir artificialmente o nodoguro em outubro, completando assim o ciclo completo de aquicultura pela primeira vez. Segundo a universidade, a instalação agora abriga aproximadamente 7.000 peixinhos, cada um medindo cerca de 5 centímetros de comprimento.
Os desafios atuais para a equipe incluem o crescimento mais lento do nodoguro em comparação com o pargo-vermelho e o lírio, bem como o fato de que mais de 90% desses nodoguros criados artificialmente são machos.
A universidade pretende resolver esses problemas aprofundando suas pesquisas e iniciando uma cultura empresarial por volta de 2030.
A Universidade Kindai já havia sido destaque anteriormente por seu "atum Kindai", após alcançar o cultivo completo da espécie em aquicultura. Progressos também foram feitos na criação de enguias japonesas.

