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A declaração do presidente Jair Bolsonaro em cadeia de rádio e televisão nesta terça-feira não foi feita à revelia de seus principais auxiliares. Apesar de Bolsonaro ter voltado a chamar o coronavírus de “histeria” e “gripezinha” justamente no momento em que há um esforço mundial para superar a doença, interlocutores de Henrique Mandetta afirmam que a fala foi previamente acordada com o ministro da Saúde.

Durante pouco mais de quatro minutos de pronunciamento, Bolsonaro criticou o que chamou de “um cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, referindo-se às divulgações sobre a situação na Itália, que já chega a quase 7.000 mortes e a quase 70.000 pessoas infectadas. No pronunciamento, ressaltou que o país europeu apresenta um grande número de idosos, além de um clima diferente do Brasil.

O presidente também exaltou preocupação com a economia e defendeu que a população volte à normalidade. “Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado”, disse. Ele ressaltou ainda que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos e questionou a decisão dos governadores de fecharem as escolas e os comércios.

A previsão é que agora Mandetta assuma as rédeas para traduzir as orientações do presidente e indicar como a população deve agir. O ministro da Saúde deve falar sobre o tema em coletiva de imprensa nesta quarta-feira

 

 

 

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