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Tóquio –  A casa caiu para o brasileiro presidente do grupo Nissan-Renault, Carlos Ghosn (64) foi preso no Japão nesta segunda-feira sob suspeita de violações financeiras. Ironia do destino ou não o carro da policia que acompanhou o empresário foi um Skyline GTR da Nissan.

Sonegou ¥5 bilhões entre 2013 e 2017.

Carlos Ghosn adulterou números em sua declaração de imposto e patrimônio que equivale ¥5 bilhões entre 2013 e 2017, cerca de ¥10 bilhões (88,7 milhões de dólares).

Os promotores também prenderam o diretor representante da Nissan, Greg Kelly, 62 anos, por suspeita de violar a lei de instrumentos financeiros do Japão, da mesma forma que Ghosn.

A Nissan divulgou comunicado dizendo que conduziu uma investigação interna nos últimos meses sobre a conduta do executivo e do diretor Greg Kelly. “A investigação mostrou que durante muitos anos Ghosn e Kelly reportaram valores de compensação nos relatórios da Bolsa de Valores de Tóquio menores que os reais”, disse a montadora, de acordo com jornal The Japan Times. Há ainda indícios de que Ghosn tenha usado bens da companhia em benefício próprio. Investigadores de Tóquio fizeram buscas na sede da companhia.

A Nissan afirma que seu CEO, Hiroto Saikawa, vai propor ao conselho de administração da companhia a imediata retirada de Ghosn dos cargos de presidente e diretor da montadora, assim como de Kelly do cargo de diretor. ” A Nissan lamenta profundamente por ter causado preocupação a nossos acionistas e stakeholders”, disse a montadora em nota reproduzida pelo The Japan Times.

Considerado um mago no mundo empresarial Carlos Ghosn, ficou conhecido por tirar a Nissan da beira da falência.

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