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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou oficialmente que planeja renunciar ao cargo para tratar de um problema intestinal crônico. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (28), Abe explicou os motivos de sua decisão.

O premiê esteve em um hospital em duas oportunidades nas duas últimas semanas, desencadeando especulações de que seu estado de saúde havia piorado.

“Como não estou mais em condições de responder com confiança ao mandato do povo, decidi que não deveria permanecer no posto de primeiro-ministro”, disse o premier de 65 anos em uma entrevista coletiva transmitida pela televisão nacional.

Abe disse que conseguiu manter sob controle a doença, a colite ulcerosa, que o levou à sua primeira renúncia como premier em 2007, durante a maior parte de seu mandato, mas começou a sentir fadiga em meados de julho e foi diagnosticado com uma recaída mais cedo este mês.

Há sete anos no cargo, Abe é o líder com mais tempo de serviço na história do Japão. Ele estabeleceu um recorde de permanência como primeiro-ministro por 2.799 dias consecutivos, deixará o cargo sem alcançar o objetivo de emendar a pacifista Constituição do Japão ou de ver as Olimpíadas de Tóquio que acontecerão no próximo verão enquanto ainda é o líder do país.

Abe disse que acha que agora é o momento certo para deixar o cargo, pois acredita que o número de novos casos do novo coronavírus está em uma tendência de queda e ele foi capaz de realizar novas medidas para combater a pandemia, incluindo a expansão dos testes capacidade para 200.000 por dia.

Ele reassumiu o cargo de primeiro-ministro em 2012, depois de obter vitória esmagadora em uma eleição para a Câmara Baixa do Parlamento.

Ele poderia permanecer mais um ano à frente do cargo. O mandato do premiê como presidente do Partido Liberal Democrático (PLD), o principal da coalizão governista, se encerraria em setembro do próximo ano.

Uma pesquisa de opinião da Kyodo News em agosto descobriu que 58,4% estavam descontentes com a forma como o governo lidou com a pandemia. A taxa de aprovação do Gabinete de Abe, que era de 62% no início de seu segundo mandato, chegou a 36,0% em agosto.

Fonte: NHK/Kyodo – Foto: Kiyoshi Ota/Reuters

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