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Por Elza Nakahagi

A ressaca é um conjunto de sintomas desagradáveis em decorrência ao excesso de consumo de bebidas alcoólicas, acima da capacidade de metabolização e eliminação do organismo.

Inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero) e pode ter duração de até 24 horas.

“Apenas 25 a 30% das pessoas que bebem álcool são resistentes à ressaca.”

Apenas 25 a 30% das pessoas que bebem álcool são resistentes à ressaca. Os asiáticos são frágeis ao consumo de álcool, enquanto que os brancos e negros têm maior produção de enzimas do fígado que degradam a substância, e consequentemente, têm maior resistência à ressaca.

Como qualquer outra bebida ou alimento, o álcool é metabolizado e distribuído pela corrente sanguínea para todas as células do corpo. A sensação de embriaguez e relaxamento ocorre quando ele chega ao cérebro, e o organismo reage tentando metabolizar as doses excessivas.

O fígado é o órgão que sofre mais nesta situação pois necessita produzir muitas enzimas para degradá-lo e o sistema nervoso também reage, com sintomas de dor de cabeça, náusea, sensibilidade à luz e barulho, letargia, diarréia e sede.

Em menor frequência, pode apresentar sudorese, dificuldade de concentração, fadiga, hiperventilação, tremor dos membros, halitose e dificuldade de dormir. Muitas vezes, pode induzir aos sintomas psicológicos como depressão e ansiedade. A hipoglicemia, desidratação, intoxicação por acetoaldeido e deficiência de vitamina B12 são fatores que propiciam a ressaca.

Como tratamento, deve-se tomar bastante água para restaurar o estado de desidratação; ingerir alimentos ou sucos doces, especialmente suco de frutas frescas, contendo glicose para degradar o álcool.

As bebidas ionizadas (sport drink) são bem indicadas pois tanto hidratam como suprem a glicose. Em caso de urgência, tomar mel diluído em água, que age com maior rapidez. É aconselhável dormir. Se necessário, tomar medicamentos digestivos ou protetores do estômago.

O melhor é saber controlar o limite de ingestão do álcool. É importante também estar ciente de que o álcool retarda o raciocínio cerebral, por isso, nunca deve-se dirigir embriagado ou manusear máquinas de risco.

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