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ELZA NAKAHAGI* (IPC Digital) – Esta doença é caracterizada pela presença de erupções vesiculares (pequenas bolhas contendo líquido dentro) na mucosa da boca, palma das mãos, extremidades dos dedos e planta dos pés. É o motivo da denominação: Doença da Mão Pé e Boca.

Ela atinge principalmente as crianças pequenas e de idade escolar. É causada por enterovírus (principalmente pela variedade do Coxsackie A16 e Enterovírus 71). O contágio ocorre facilmente através dos perdigotos dos espirros e tosse, e também pelas fezes. A infecção ocorre mais frequentemente no verão e o período de incubação varia entre 3 e 6 dias.

SINTOMAS

Os sintomas começam com uma leve dor de garganta e febre moderada (38,5ºC) por 2 a 3 dias; depois surgem as vesículas, que dependendo do caso, coçam e doem. É acompanhada de falta de apetite e diarreia. A doença desaparece naturalmente, na maioria dos casos entre 7 e 10 dias.

Como complicação rara, pode evoluir para a meningite e, neste caso, necessita de internação. Os adultos que não têm anticorpos podem sofrer contaminação. As vesículas podem se manifestar pelo corpo todo e a evolução costuma ser rápida e leve.

O contato com o vírus durante a gravidez em mulheres sem anticorpos, não costuma causar problemas sérios para o feto e muito raramente o aborto. No entanto, o seu desenvolvimento e o parto devem ser acompanhados com atenção.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico, apenas sintomático. A hidratação cuidadosa é indispensável; se a febre estiver causando desconforto e desânimo, deve-se medicar com um antifebril e passar pomada anti-histamínica nas vesículas para aliviar a coceira. O antibiótico não tem efeito sobre o vírus.

PREVENÇÃO

Como prevenção, deve-se lavar bem as mãos após o uso do banheiro (tanto a criança como a pessoa que a cuida), desinfetar o vaso sanitário após o seu uso e ter cuidado com os excrementos (vedar a fralda e descartá-la com cuidado).

A criança não deve frequentar a escola ou a creche no período agudo (enquanto as vesículas estiverem presentes). Mesmo após recuperada e clinicamente sadia, os familiares e os professores não devem negligenciar os cuidados com a higiene, pois o vírus é eliminado pelas fezes durante mais algumas semanas.

*Dra. Elza S.M.Nakahagi é médica do SABJA-Disque-Saúde, do Conselho de Cidadãos do Consulado Geral do Brasil em Nagoia. Também é autora dos dicionários e aplicativos de Termos Médicos e Odontológicos. (SABJA- Disque-Saúde / 080-4083-1096, 050-6864-6600)

*Os artigos aqui publicados são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, as opiniões do Portal IPC Digital.

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