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ELZA NAKAHAGI* (IPC Digital) – Por definição, a convulsão febril é a presença de contrações musculares involuntárias e generalizadas devido à febre, por menos de 5 minutos sem causa de doenças infecciosas do sistema nervoso central.

Chama-se convulsão febril simples, quando o espasmo é igual bilateralmente (igual à parte esquerda e direita dos membros superiores e inferiores, do rosto, etc.) com boa recuperação da consciência e, de complexa, quando dura mais de 15 minutos repetidos dentro de 24 horas e com sinais focalizados.

Ocorre frequentemente nos lactentes a partir dos 6 meses até aproximadamente 6 anos de idade, tendo o pico entre 1 e 2 anos de idade. Trinta por cento dos casos acontecem até os 3 anos de idade. Não há diferença na incidência entre os meninos e meninas.

Causas

A causa da convulsão febril simples é a baixa idade, cuja imaturidade do desenvolvimento cerebral dificulta a inibição dos espasmos. Por outro lado, convulsão febril complexa é causada pelas doenças de base como a epilepsia, mal formação cerebral, síndrome neuro-cutânea, doença metabólica dos nervos, entre outras.

Um terço das crianças que apresentam um episódio de convulsão febril simples tem a possibilidade de apresentar outro episódio de convulsão durante a vida. Quando a criança apresenta mais de 3 episódios, tem a possibilidade de apresentar convulsões repetidas durante a infância. Quando há caso familiar (irmãos, pais), há maior  possibilidade do filho apresentar convulsão febril.

Qualquer que seja a frequência, diz-se não ter complicações futuras. Normalmente o prognóstico da convulsão febril simples é bom; a maioria dos casos cessa até a idade escolar. No caso da convulsão febril complexa, depende da doença cerebral de base.

Prevenção

Para as crianças que têm tendência a apresentar a convulsão febril, a melhor conduta é a prevenção. Quando a febre começar a aumentar (37,5 ºC a 38ºC) é indicado utilizar o supositório preventivo da convulsão (Diazepan ou conhecido pelo nome comercial em japonês por DAIAPPU), uma dose. A segunda dose só deve ser utilizada após 8 horas no caso de apresentar a convulsão repetida.

Os efeitos colaterais do anticonvulsivo são sonolência, tontura e cambaleio, que são aliviados após repouso. O uso do antifebril não impede a manifestação da convulsão.

O que fazer quando ocorrer a convulsão:
  1. acalme-se;
  2. proteja-a de quedas deitando- a de lado com a cabeça também de lado para assegurar as vias aéreas superiores (impedir que haja asfixia ou aspiração do conteúdo estomacal); não coloque nada dentro da boca nem tente segurar a língua;
  3. anote o tempo de duração da convulsão e suas características;
  4. Se cessar em 5 minutos, verifique o nível de consciência, veja se responde às ordens; comunique o hospital e faça consulta para verificar a possibilidade de alguma doença cerebral;
  5. caso a convulsão permaneça por mais de 5 minutos, ligue para 119 e chame a ambulância.

*A Dra. Elza S.M.Nakahagi é médica do SABJA-Disque-Saúde, do Conselho de Cidadãos do Consulado Geral do Brasil em Nagoia. Autora dos dicionários e aplicativos de Termos Médicos e Odontológicos. (SABJA- Disque-Saúde / 080-4083-1096, 050-6864-6600)

**Os artigos aqui publicados são de responsabilidade exclusiva do autor e não refletem, necessariamente, as opiniões do Portal IPC Digital.

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