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YAMANASHI – O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pretende alterar a Constituição Pacifista do país já em 2020.

O anúncio foi feito em um curto vídeo de cerca de 1 minuto gravado na sexta-feira (3) pelo primeiro-ministro, durante o seu descanso em uma casa de campo em Narusawa, província de Yamanashi. Na gravação Abe afirma:

“Eu disse que queria colocar em vigor a nova Constituição em 2020. Esse pensamento não mudou. Quero colocar um fim nas discussões sobre o assunto e deixar claro o papel das Forças de Autodefesa na Constituição. Decidi que vou concluir com firmeza essa responsabilidade”, disse o primeiro-ministro.

O discurso de Abe se refere ao artigo de n° 9 da Constituição, que impede o Japão de possuir um exército próprio. A proposta do governo não é reescrever o trecho, mas adicionar uma emenda deixando claro a existência e o papel das Forças de Autodefesa do país.

Embora na teoria não signifique que o Japão terá de volta o seu exército, a manobra será um passo rumo a este objetivo. A proposta enfrenta oposição de membros pacifistas do próprio partido do governo, o Partido Liberal Democrata (PLD) e de parte da oposição, que enxerga a manobra política como uma tentativa de tornar o Japão uma potência bélica, indo na direção contrária da imagem pacifista construída nos últimos anos.

Entretanto, independente da alteração na Constituição, o Japão aos poucos tem desenvolvido as suas Forças como uma forma de responder ao crescimento do poder bélico de China, Rússia e Coreia do Norte.

Em 2018 foi criada a primeira Brigada Anfíbia japonesa do pós-guerra, com o objetivo de defender ilhas remotas do território japonês. Já em 2019 o Japão anunciou a compra de cerca de 100 unidades do caça de última geração F35B dos EUA. Eles devem ser alocados nos porta-helicóptero da classe Izumo, que será reformado e se tornará o primeiro porta-aviões do Japão do pós-guerra, apesar do país se recusar a utilizar o termo “porta-aviões” ao falar das mudanças no Izumo.

Fonte: TV Asahi 

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