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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, se tornou na quarta-feira (20) o primeiro-ministro do país com mais tempo no poder.

Somando o seu primeiro gabinete, Abe totaliza 2887 dias à frente do governo japonês, ultrapassando Katsura Taro, que governou o país durante o início do século XX.

O chefe do gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, avaliou a permanência de Abe por tanto tempo no poder, como resultado das políticas econômicas adotadas pela atual gestão, com a priorização de políticas importantes ao país. Pelo lado econômico, Suga avalia que houve grande melhora nos indicadores da terceira maior economia do mundo.

Outros itens bem avaliados do governo Abe é o pacote de incentivos para a criação de filhos, o plano para revitalizar o estilo de trabalho japonês (evitando as mortes por excesso de trabalho) e o fortalecimento das relações diplomáticas com vários países.

Por outro lado, ainda há questões históricas a serem resolvidas pela gestão de Abe. A disputa territorial com a Rússia, os prisioneiros japoneses na Coreia do Norte, além do perigo militar chinês e norte-coreano, são questões consideradas importantes na sociedade japonesa.

O atual mandato de Abe termina em setembro de 2021 e muitos analistas apontam que será o fim do gabinete de Shinzo Abe. Já se fala no mundo político japonês da “era pós-Abe”, embora uma ala do Partido Liberal Democrata ainda considera manter Abe por mais um mandato.

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