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TÓQUIO – Um supercomputador japonês mostrou que a umidade pode ter um grande efeito na dispersão de partículas de vírus, apontando para riscos aumentados de contágio por coronavírus em ambientes secos e fechados durante os meses de inverno.

A descoberta sugere que o uso de umidificadores pode ajudar a limitar as infecções durante os momentos em que a ventilação da janela não é possível, de acordo com um estudo divulgado na terça-feira (14) pela gigante de pesquisas Riken e a Universidade de Kobe.

Os pesquisadores usaram o supercomputador Fugaku para modelar a emissão e o fluxo de partículas semelhantes a vírus de pessoas infectadas em uma variedade de ambientes internos.

A umidade do ar inferior a 30% resultou em mais do dobro da quantidade de partículas aerossolizadas em comparação com níveis de 60% ou mais, as simulações mostraram.

O estudo também indicou que as proteções faciais transparentes não são tão eficazes quanto as máscaras na prevenção da propagação das partículas. Outras descobertas mostraram que os clientes correm mais risco de pessoas ao seu lado do que do outro lado da mesa, e o número de cantores em coros deve ser limitado e espaçado.

Tem havido um consenso crescente entre os especialistas em saúde de que o vírus COVID-19 pode se espalhar pelo ar. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) revisaram sua orientação este mês para dizer que o patógeno pode permanecer no ar por horas.

A equipe de pesquisa Riken liderada por Makoto Tsubokura já havia usado o supercomputador Fugaku para modelar as condições de contágio em trens, espaços de trabalho e salas de aula.

Notavelmente, as simulações mostraram que abrir janelas em trens de passageiros pode aumentar a ventilação de duas a três vezes, diminuindo a concentração de micróbios ambientais.

“O medo cego ou a confiança infundada das pessoas contra a infecção de COVID-19 é simplesmente porque ele é invisível”, disse Tsubokura.

Fonte: Reuters – Imagem: NEXU Science Communication

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