Takaichi promete envidar todos os esforços diplomáticos para aliviar as tensões no Oriente Médio.
TÓQUIO — A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou nesta segunda-feira que o Japão fará "todos os esforços diplomáticos possíveis", em conjunto com a comunidade internacional, para aliviar as tensões em torno do Estreito de Ormuz, em meio às crescentes ameaças na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Seus comentários surgem em um momento em que os mercados financeiros, inclusive no Japão, estão instáveis devido ao ultimato de 48 horas dado neste fim de semana pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para as importações de petróleo bruto do Oriente Médio para o Japão, sob ameaça de ataques à infraestrutura energética.
"Continuamos a trabalhar com a comunidade internacional e faremos todos os esforços diplomáticos", disse Takaichi ao Parlamento, que retornou ao Japão no sábado após uma cúpula com Trump em Washington.
Trump aumentou as tensões neste fim de semana ao publicar nas redes sociais que os Estados Unidos "atacariam e destruiriam" as usinas de energia iranianas se o país não reabrisse completamente o estreito até o prazo estipulado.
Um porta-voz militar iraniano afirmou em um comunicado em vídeo que o país fecharia completamente o estreito caso os ataques dos EUA continuassem, e ameaçou atingir usinas de energia e outras infraestruturas energéticas em Israel, bem como instalações semelhantes ligadas aos EUA no Oriente Médio.
O Irã bloqueou em grande parte essa via navegável estratégica desde que foi atingido pelos ataques aéreos EUA-Israel em 28 de fevereiro, perturbando os mercados globais de energia. O Japão depende do Oriente Médio para mais de 90% de suas importações de petróleo bruto, a maior parte das quais passa pelo ponto de estrangulamento na entrada do Golfo Pérsico.

