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Conheça a história da cantora baiana que vive na terra do sol nascente.

Texto por Thaís Nakamine

Natural de Salvador-Bahia, Rafaela Gallego é uma jovem de 29 anos que chegou ao Japão há pouco mais de dois anos, trabalha como fonoaudióloga, mas sempre teve como paixão a música. Quando adolescente, participou de diversas apresentações na escola, até que levou a música mais a sério e estudou na Universidade Federal da Bahia (UFBA) por um ano, fazendo curso de técnica vocal. Rafaela garante que mesmo sendo baiana, seu foco musical não está em cantar Axé, como muitos pensam, mas estudou canto livre com bossa nova, MPB, sertanejo, forró e outros estilos musicais. Já foi backing vocal da banda Forró Safado, muito famosa na Bahia, e passou anos dedicando-se somente à música, em barzinhos e bandas de baile.

Em 2015, Rafaela conheceu o cantor, músico e compositor Alex Pablo. Como Alex tinha o desejo de morar em Goiânia, a baiana deixou sua vida na Bahia e foi morar em Goiás para realizar o sonho de seu esposo. Ela interrompeu a carreira artística, passando a se dedicar como produtora de Alex e trabalhar na área de fonoaudiologia. Porém um de seus sonhos, era poder conhecer outros países e viver novas experiências. Por isso, através da sua profissão conseguiu um trabalho no país do Sol Nascente. Mesmo sem dominar completamente o idioma, Rafaela conquistou seu espaço no mercado de trabalho tão pouco explorado pelos estrangeiros no Japão. Seu esposo permaneceu no Brasil, mas a ideia era que ele morasse com ela no Japão assim que finalizasse sua graduação. Mas infelizmente, antes que Alex concluísse os estudos, houve um trágico acontecimento e o artista perdeu a vida em um acidente de carro em março de 2018. Rafaela estava longe do Brasil, da família e agora também sem o esposo. Graças aos amigos mais próximos, conseguiu todo apoio e conforto para poder superar a dor da morte da pessoa que ela tanto amava e se orgulhava. Quando foi finalmente ao Brasil em 2018 pra resolver todos os problemas burocráticos que ficaram pendentes, descobriu que seu marido havia deixado algumas músicas, na qual uma delas que falava sobre a ida do casal para Goiânia, que foi composta pelo próprio Alex antes de falecer. Rafaela quis muito homenageá-lo através dessa música e decidiu que era hora de voltar a cantar e estudar violão.

Hoje canto mais por ele, pra saber que ele vive em minha memória através das músicas. A canção que ele compôs pra mim sobre a nossa história se chama Rio de Águas Passadas, mas ele também deixou mais duas músicas feitas sem poder gravar. Quero poder gravar essas três músicas e quem sabe regravar as que  já foram lançadas.“, disse Rafaela.

Atualmente a fonoaudióloga já recebeu diversas propostas de shows, gravações, ensaios e já canta em parcerias com alguns músicos em projetos de bossa nova e sertanejo nas horas livres. Recentemente gravou uma entrevista e vídeo da música Rio de Águas Passadas no programa D-Live e pretende mostrar à todos um pouco mais do seu lado artístico.

O meu hobby favorito é cantar, gosto de estar no meio dos artistas da comunidade e participar de eventos, inclusive os beneficentes. Estar perto de pessoas que amam a música como arte me faz bem, pois como estou sozinha no Japão, com essa turma me sinto mais perto da minha família.” Disse a baiana.

Rafaela é muito grata a todos que a apoiaram desde que chegou ao Japão, época difícil, onde quase não conhecia ninguém, mas que estiveram presentes, principalmente nos momentos mais difíceis. Também agradece à família do Alex, à sua família que mesmo do Brasil, sempre a apoiam e torcem pelo seu sucesso. Agradece carinhosamente à empresa em que trabalha e que tem dado todo suporte no Japão e a todos os artistas, músicos, mídias e profissionais da área que estão acreditando e apostando em seu trabalho.

Não deixe para amanhã o que iria falar hoje. Não deixe para ver os familiares, amigos e as pessoas que amam depois. Fale o que sente no coração hoje. Viva intensamente, aproveitando cada oportunidade que se aproxima. Se estiver triste, se permita chorar e se estiver cansado, se permita relaxar. E acima de tudo, acolha o próximo, ajude quem precisa, estenda a mão para quem tem necessidade, sem discriminação e preconceitos. Quando ajudamos alguém, estamos ajudando a nós mesmos.” Finaliza a talentosa, Rafaela Gallego.

Conte sua história também na revista Super Vitrine e Ipcdigital. 080-5332-1254 (Thaís Nakamine)

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