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TÓQUIO – O ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, declarou para a imprensa na quinta-feira (4) que o sucesso do Japão na diminuição dos casos de COVID-19 e na baixa taxa de mortalidade da doença se devem as diferenças entre a base cultural das pessoas no Japão e de outros países.

O Japão foi um dos poucos países do mundo que não tomaram medidas severas contra o coronavírus, diferente da maior parte do mundo onde os governos decretaram o isolamento e, em casos extremos, o lockdown.

Apesar de não obrigar seus cidadãos a ficarem em casa, uma parte considerável da população japonesa aderiu aos pedidos do Estado de evitar sair de casa e a pandemia foi contida na maior parte do país. Embora existam pequenos focos da doença, a situação do Japão é avaliada como segura pela OMS.

Aso lembrou que a taxa de mortalidade no Japão pelo coronavírus é baixa comparada com outros países. Enquanto na França a taxa é de 228 pessoas para cada 1 milhão de habitantes, nos EUA de 824, na Inglaterra de 309, no Japão é de apenas 7.

O ministro das Finanças brincou que recebe telefonemas vindos do exterior de pessoas perguntando se por acaso o Japão não está escondendo algum remédio contra o COVID-19.

Aso foi enfático em dizer que a diferença se deve a base cultural do Japão em relação aos outros países. O ministro se refere a costumes que estão enraizados no país, como o uso de máscaras, a presença de álcool em muitos estabelecimentos, a consciência da população na hora de lidar com desastres e catástrofes, entre outros.

O político lembrou que a população colaborou com todos os pedidos feitos pelo governo, mesmo sem o Estado forçar qualquer medida. Aso destacou que políticos de outros países ficam surpresos que o Japão tenha conseguido resultados tão bons, com medidas leves e disse que é importante a população se orgulhar do trabalho feito.

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