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Trabalhadores brasileiros e peruanos demitidos de fábrica da Sharp prestam declarações às autoridades japonesas

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Uma reunião com trabalhadores brasileiros e peruanos foi realizada na segunda-feira (3) no prédio do Ministério do Trabalho em Tóquio, para discutir a demissão de 2,9 mil trabalhadores de uma fábrica da Sharp, em Kameyama, província de Mie.

Os trabalhadores latinos foram contratados pela empresa por meio de 10 empreiteiras com a promessa de que teriam trabalho garantido por um longo período de tempo.

No entanto, a situação deles logo mudou quando a Sharp anunciou a transferência de parte da produção para fábricas no exterior, diminuindo o trabalho de suas plantas no Japão.

O sindicato dos trabalhadores, Union Mie, afirma que foi consultada por mais de 100 trabalhadores e os advogados do sindicato conversam com a Justiça na tentativa de garantir os direitos dos peruanos e brasileiros.

Na segunda-feira, quatro dos trabalhadores compareceram ao prédio do Ministério do Trabalho do Japão e conversaram com autoridades japonesas.

Um dos presentes, o peruano Fabiola Sumiko Suzuki (38) relatou que foi enviado no ano passado à fábrica de Kameyama por meio de uma empreiteira e que seu contrato era de curto período. A empresa renovou várias vezes o contrato, até que em setembro de 2018 decidiu por não renová-lo sem maiores justificativas.

Suzuki expressou descontentamento com a situação, pois, segundo ele, a empreiteira havia prometido “um trabalho estável” e garantiu que não haveria risco de demissão.

O peruano encerrou as suas declarações lançando um apelo as empreiteiras e empresas para que tratem os trabalhadores “como humanos e evitem que novos casos semelhantes voltem a ocorrer”.

A Sharp evitou comentar o assunto e as autoridades japonesas seguirão investigando o caso.

Fonte: NHK WEB NEWS

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