Os Estados Unidos anunciam investigações tarifárias contra o Japão e mais de uma dúzia de outros países.

Trump diz que seria "bom" se o Japão ajudasse a proteger o Estreito de Ormuz.

WASHINGTON — O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que "seria bom" se o Japão, a China e outros países que dependem fortemente das importações de energia do Oriente Médio se juntassem aos seus esforços para proteger a navegação no Estreito de Ormuz.

Trump afirmou que uma "simples manobra militar" poderia ser usada para reabrir o estreito, que está efetivamente fechado desde o início da guerra entre os EUA e Israel com o Irã, em 28 de fevereiro. Mas essa decisão, segundo ele, exigiria o envio de inúmeros navios para a região.

"É relativamente seguro, mas precisamos de muita ajuda", disse Trump a repórteres na Casa Branca. "A OTAN poderia nos ajudar, mas até agora não teve coragem de fazê-lo, e outros países também poderiam nos ajudar."

"Sabe, nós não usamos o estreito... Não precisamos. A Europa usa. Coreia do Sul, Japão, China, muitos outros países. Então, eles terão que se envolver um pouco nisso", acrescentou Trump.

As declarações de Trump surgem um dia após seu encontro com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi no Salão Oval, durante o qual a guerra contra o Irã foi um dos principais temas.

No início da reunião, durante a parte em que os jornalistas puderam acompanhar, Trump elogiou o Japão por "tomar a iniciativa", ao contrário da aliança de segurança da OTAN. Na terça-feira, ele também escreveu nas redes sociais que não estava mais solicitando ajuda dos aliados dos EUA para manter a rota marítima crucial aberta e segura.

Mas os comentários mais recentes de Trump sugerem que ele ainda quer ajuda de outros países para garantir a proteção dos petroleiros que atravessam o estreito, visto que a guerra está afetando os mercados globais de energia.