Uma mulher acusada de usar o "golpe sonoro" do PayPal para obter coisas ilegalmente.
NAGASAKI — Um comerciante ficou agradavelmente surpreso ao ver uma jovem em sua loja de bebidas, em meio a vários outros clientes, a maioria deles mais velhos.
A loja depende principalmente de encomendas de clientes de restaurantes, e a maioria dos clientes individuais habituais são idosos.
O proprietário de 65 anos, preocupado com o declínio do consumo de álcool entre os jovens, lançou o aplicativo de pagamento PayPay há dois anos para atrair uma clientela mais jovem e estrangeira.
Ele ficou particularmente satisfeito quando a jovem colocou 10 produtos, incluindo garrafas de uísque, shochu e vinho de ameixa, no valor aproximado de 30.000 ienes (US$ 190), no caixa.
Ela tocou na tela do smartphone, que emitiu um som indicando que um pagamento feito via PayPal havia sido processado, e saiu da loja.
Cerca de um mês depois, em junho, o proprietário verificou os recibos e descobriu que o pagamento via PayPal da mulher nunca havia sido efetuado.
Quatro meses depois, ele viu uma reportagem sobre a prisão da mesma mulher. Ele relatou o ocorrido a uma delegacia próxima.
A mulher de 25 anos, vestida com um terno preto, compareceu ao Tribunal Distrital de Nagasaki em dezembro de 2025.
Ela admitiu ter sido acusada de obter fraudulentamente xampu e outros itens de um salão de cabeleireiro, bem como garrafas de bebidas alcoólicas de uma loja de bebidas.
Na declaração inicial do julgamento, os promotores explicaram como o esquema funcionava.
O aplicativo PayPay possui uma configuração para ajustar o volume do som de pagamento. Quando o volume é selecionado, o aplicativo reproduz automaticamente esse som.
A mulher transmitiu o som dessa forma para fazer as lojas acreditarem que ela realmente havia feito compras de itens através do aplicativo.
Os promotores afirmaram que, entre janeiro e fevereiro de 2025, a mulher soube de alguém que havia evitado pagar uma conta usando o aplicativo PayPal. Ela conheceu o golpista em seu antigo local de trabalho, um restaurante.
A mulher pesquisou na internet para aprender esses métodos.
De acordo com os investigadores, a mulher teria cometido delitos semelhantes em outros salões de cabeleireiro e restaurantes. Ela chegou a um acordo com as vítimas nesses casos.
A promotoria pediu uma pena de prisão de dois anos para a mulher, enquanto a equipe de defesa argumentou que ela havia demonstrado remorso e solicitou uma pena suspensa.
O veredicto será divulgado em janeiro.
VERIFICAÇÃO DE TELA CONSIDERADA GROSSEIRA
O proprietário da loja de bebidas afirmou acreditar que o sistema PayPay atraiu novos clientes.
Mas, após o incidente, a loja deixou de usar o PayPay e voltou a aceitar apenas dinheiro em espécie.
O dono da loja disse que confiava nos usuários do PayPay e que hesitava em pedir aos clientes que mostrassem as telas de seus smartphones porque achava isso desrespeitoso.
Em outras lojas aparentemente visadas pela mulher, os investigadores disseram que os funcionários expressaram desconforto em pedir aos clientes que mostrassem as telas de seus smartphones para confirmar o pagamento, considerando isso "estranho" ou "indelicado".
Um dos investigadores principais afirmou que existia uma cultura de atendimento ao cliente baseada na confiança mútua entre lojas e clientes, o que permitiu à mulher utilizar facilmente o método correto.
A PayPay Corp., empresa que opera o serviço de pagamentos, recomendou aos comerciantes que confirmem cuidadosamente se receberam as notificações de conclusão de transação.
O aplicativo possui 70 milhões de usuários e o PayPal detém aproximadamente 70% do mercado nacional de pagamentos por código QR.

