Segundo um alto funcionário japonês, é necessária uma resposta "decisiva" para conter a queda do iene.
TÓQUIO — O Japão terá que tomar medidas “decisivas” se a especulação cambial continuar, disse nesta segunda-feira o principal diplomata do país para o mercado de câmbio, após o iene ter se desvalorizado para menos de 160 em relação ao dólar americano — seu menor nível desde julho de 2024 — em meio às tensões no Oriente Médio.
"É hora de tomar medidas decisivas" se a situação atual, marcada por movimentos especulativos nos mercados futuros de petróleo bruto e nos mercados cambiais, continuar, disse Atsushi Mimura, vice-ministro das Finanças responsável por assuntos internacionais, à imprensa.
Após ultrapassar 160 em Nova York na sexta-feira, o iene perdeu ainda mais terreno, chegando a cerca de 160,50 no início da segunda-feira em Tóquio. O iene se fortaleceu para a faixa superior de 159 logo após o renovado alerta verbal de Mimura.
O Japão interveio pela última vez no mercado cambial nos dias 11 e 12 de julho de 2024, gastando um total de 5,53 trilhões de ienes (US$ 35 bilhões) para sustentar a moeda após sua desvalorização para uma mínima de cerca de 38 anos em relação ao dólar, próxima à linha de 162.
"Já dissemos que responderemos em todas as frentes, por isso estamos analisando todas as possibilidades", disse Mimura, após fontes próximas ao assunto terem afirmado anteriormente que o governo japonês realizou audiências com instituições financeiras, com uma possível entrada no mercado futuro de petróleo bruto em vista.
O governo está considerando uma intervenção unilateral, tomando uma medida não convencional de venda a descoberto direta de contratos futuros de petróleo bruto para contrabalançar a alta dos preços, que é vista como um fator que contribui para a desvalorização do iene em relação ao dólar americano, disseram as fontes.

