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TÓQUIO – A Universidade de Medicina de Tóquio publicou a sua primeira lista de aprovados desde a descoberta do esquema de favorecimento a estudantes do sexo masculino e jovens recém-saídos do colegial.

Até o ano passado, a universidade limitava a quantidade de estudantes do sexo feminino e de pessoas recém-formadas no colegial que entravam na instituição. As notas eram manipuladas pelos organizadores de modo a favorecer os homens e os mais jovens.

O caso chamou atenção da mídia e sociedade japonesa, causando um grande escândalo. Como resultado, o número de inscritos para o vestibular 2019 da universidade caiu 1/3.

Por outro lado, a repercussão serviu para que a administração da instituição revisasse seus conceitos e pelo menos em 2019, os números mostram que não houve manipulação nos dados.

Entre todos os candidatos do sexo masculino, um total de 16,9% deles foram aprovados, enquanto no caso das mulheres, a estatística ficou em 16,7%. Já entre os estudantes com mais de 22 anos, no vestibular 2018 apenas uma pessoa foi aprovada, contra 8 na prova deste ano.

A universidade emitiu um comunicado informando que deixou de diminuir a pontuação dos estudantes do sexo feminino e dos que estão com idade acima do normal para prestar o vestibular.

Outra mudança foi a realização das entrevistas com até 3 professores. Até 2018, apenas uma pessoa ficava encarregada dos exames orais, o que aumentava as chances de manipulação.

Fonte: NHK WEB NEWS

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