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TÓQUIO – O Ministério da Educação do Japão proibirá a Tokyo University of Social Welfare de receber novos estudantes pesquisadores estrangeiros.

O anúncio foi feito pelo ministério na terça-feira (11) e visa lidar com o desaparecimento de cerca de 1,6 mil estudantes da instituição.

Segundo dados da Agência de Serviços de Imigração do Japão, entre 2016 e 2018, a universidade aceitou cerca de 12 mil estudantes estrangeiros. Um total de 1.610 desapareceram, 700 abandonaram a universidade e 178 foram expulsos.

Os estudantes classificados como “desaparecidos” estão vivendo em situação ilegal no país e podem estar trabalhando em locais desconhecidos pelas autoridades. Muitos são asiáticos vindos de países como Vietnã e Nepal.

O ministro da Educação, Masahiko Shibayama, classificou o caso como “de grande responsabilidade por parte da universidade”. Shibayama criticou o excesso de alunos estrangeiros aceitos pela instituição. O ministério exigiu que a universidade receba menos alunos estrangeiros este ano.

No Japão as universidades aceitam todos os anos a matrícula de muitos alunos estrangeiros na categoria de “aluno pesquisador”. Os matriculados nesta categoria assistem as aulas normalmente e se preparam durante o ano para ingressar na pós-graduação.

Excluindo os alunos financiados por bolsas de estudo do próprio Ministério da Educação do Japão ou outras instituições, a grande maioria dos estudantes são jovens de países asiáticos, que vem por conta própria para estudar no Japão. No entanto, uma parte considerável usa a justificativa de “estudo” para tentar ficar no país e arranjar um emprego.

Fonte: FNN PRIME, NHK WEB NEWS

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