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A viúva de um ex-funcionário do ministério das Finanças, que cometeu suicídio depois de ter sido forçado a falsificar documentos do ministério, entrou com uma ação exigindo indenizações do governo e do ex-chefe do departamento financeiro do ministério, Nobuhisa Sagawa, que supostamente instruiu o marido a falsificar os documentos.
O processo foi aberto na última quarta-feira (18) em Osaka, onde a viúva pede cerca de 110 milhões de ienes em indenização.

Entenda o caso

Na época, o ex-funcionário do escritório do ministério, Toshio Akagi, foi forçado a se envolver na falsificação de documentos oficiais relacionados à venda de terras pertencentes ao estado, bem abaixo do valor de mercado para o operador escolar Moritomo Galuen. Akagi se matou em março de 2018, cinco dias após a revelação da violação do documento.
A transação provocou alegações de favoritismo, já que a esposa do primeiro-ministro Shinzo Abe foi nomeada diretora honorária da escola primária de Moritomo.

Revelações através de carta de suicídio

A viúva de Akagi entregou as cartas de suicídio deixado pelo marido através de seu advogado na última quarta-feira (18).
Uma das cartas foi datada no dia em que Akagi tirou a própria vida. Na carta ele disse que o departamento financeiro do ministério estava envolvido em tudo.
Akagi disse que acreditava que as instruções vieram do ex-chefe de gabinete do Ministério das Finanças, Nobuhisa Sagawa.
Akagi disse que alguns funcionários resistiram veementemente a uma proposta do ministério de revisar os documentos, porque eles poderiam ser vistos como um tratamento favorável ao operador da escola.  Akagi finalizou as cartas alegando que ele e seus colegas foram instruídos a não divulgar os documentos, incluindo registros de negociações com o operador da escola.

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